Segunda-feira, 12 de Maio de 2014

O Chico-Espertismo

Já alguém se sentiu ultrapassado na caixa prioritária de um supermercado?

Há dias passou por todos na caixa perguntando se esta era prioritária, que sendo verdade foi prontamente atendida. Mas  aqui o voltinhas, olhando para a placa informativa, olhando para a mulher, voltando a olhar para a placa e para a mulher, sentindo que não fui o único a fazer repetidamente estes movimentos, não via nela uma pessoa idosa, nem com dificuldades de mobilidade, nem vislumbrava uma criança ao colo restava a gravidez. Ora aqui estava a minha grande duvida, estaria ela grávida ou seria simplesmente obesa? Claramente que o corpo não era de grávida, mas mordi a lingua para nem me envergonhar ou melindrar a senhora, é preferível. Não, o meu problema não é com pessoas com excesso de pernas, tenho bons e grandes (ok, não é para gozar este "grande") amigos com excesso de peso. Ainda disse baixinho "Oh pá, diz que também estás grávida." "Mas eu não estou respondeu ela." "Sabes lá depois da noite de ontem."

O meu problema é com o chico-espertismo de algumas pessoas, correndo o risco de estar a ser injusto com esta senhora, mas a tipicidade do português em tornear as regras é demais brutal e vê-se em todo o país. É o besuntar as mãos a fiscais para fechar os olhos às obras, é o andar com a criança pela mão em todo o supermercado e na altura de ir para a caixa pegar ao colo para passar à frente (esta também presenciei, com a coragem do empregado em mantê-la na fila por se armar em esperta) são situações frequentes em todo o país. Sem falar no pagar obras sem IVA para ser mais barato, iludindo-se por fugir ao IVA mas depois ter de o pagar por outros aumentos de impostos. Claro que agora toda a minha gente pede factura na ilusão de sentar o cú num Audi.

Ai, povo do meu país.

publicado por eu ando às voltas às 18:30
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

Myrian Zaluar

Já todos tínhamos ouvido, no meu entender, a triste frase do Pedro Passos Coelho aconselhando os professores a emigrarem. Muitas opiniões ouvi, maioria contra, e não resisti hoje em partilhar esta carta de Myriam Zaluar ao "nosso" primeiro ministro onde mostra ela o que é ser patriota, o que é contar o dinheiro, a fazer esforços e a tentar crescer neste país.

Comparar alguém que tirou a licenciatura aos 23 anos com alguém que só o conseguiu aos 37, e que desde essa idade trabalhou, foi colocada na prateleira, lutou para sair dela e luta por ter um ordenado com alguém que até aos 40 nunca trabalhou e só teve actividade partidária até essa idade, mostra a diferença que existe entre uma pessoa de fibra e outra que teve ajuda de alavancas ou cunhas. E são estas pessoas que este primeiro ministro convida a sair. E aí subscrevo as palavras dela, saia ele mais a sua pandilha. Quem convida a sair em vez de criar condições para que fiquem não merece o lugar que tem.

publicado por eu ando às voltas às 15:45
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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

Desertificação

Com a fuga, há já muitos anos, da população do interior para o litoral, para as cidades ou para o estrangeiro, tornaram as aldeias simples locais de visita.

Com a idade média a ser mais alta, mesmo envelhecida, faltam crianças para dar uso às escolas que acabam por fechar. Com a desertificação fecham também postos da GNR, afinal a população é também menor. Mas com um local tão calmo e sem patrulhamento policial, onde a população só aumenta no fim de semana e principalmente em epocas festivas, caem "paraquedistas" que nada têm a ver com a aldeia, alguns realojados de bairros problemáticos, aparece a oportunidade de se fazer negócio cortando os arbustos dos outros para vender para lenha, roubar os materais agricolas, desmontar e cortar as noras para poderem vender ao ferro-velho e nos quintais plantarem plantas para substancias ilicitas. E com tudo isto acaba por roubarem a pacatez de uma aldeia com a invasão de um grupo de 60 GNR's e GOES para levarem detidas duas pessoas. E isto é só numa aldeia como tantas outras neste país.

publicado por eu ando às voltas às 17:04
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