Já alguém se sentiu ultrapassado na caixa prioritária de um supermercado?
Há dias passou por todos na caixa perguntando se esta era prioritária, que sendo verdade foi prontamente atendida. Mas aqui o voltinhas, olhando para a placa informativa, olhando para a mulher, voltando a olhar para a placa e para a mulher, sentindo que não fui o único a fazer repetidamente estes movimentos, não via nela uma pessoa idosa, nem com dificuldades de mobilidade, nem vislumbrava uma criança ao colo restava a gravidez. Ora aqui estava a minha grande duvida, estaria ela grávida ou seria simplesmente obesa? Claramente que o corpo não era de grávida, mas mordi a lingua para nem me envergonhar ou melindrar a senhora, é preferível. Não, o meu problema não é com pessoas com excesso de pernas, tenho bons e grandes (ok, não é para gozar este "grande") amigos com excesso de peso. Ainda disse baixinho "Oh pá, diz que também estás grávida." "Mas eu não estou respondeu ela." "Sabes lá depois da noite de ontem."
O meu problema é com o chico-espertismo de algumas pessoas, correndo o risco de estar a ser injusto com esta senhora, mas a tipicidade do português em tornear as regras é demais brutal e vê-se em todo o país. É o besuntar as mãos a fiscais para fechar os olhos às obras, é o andar com a criança pela mão em todo o supermercado e na altura de ir para a caixa pegar ao colo para passar à frente (esta também presenciei, com a coragem do empregado em mantê-la na fila por se armar em esperta) são situações frequentes em todo o país. Sem falar no pagar obras sem IVA para ser mais barato, iludindo-se por fugir ao IVA mas depois ter de o pagar por outros aumentos de impostos. Claro que agora toda a minha gente pede factura na ilusão de sentar o cú num Audi.
Ai, povo do meu país.